Sinopse sobre Ze´ev Hashalom, o Cavaleiro da Subjetividade II.

Ze´ev Hashalom é um Livre-Pensador A-Pátrida que crê em Yeshua HaMashiach como o Redentor do Kósmos e na Veracidade Inquestionável [somente] do TaNaKh [Bíblia Hebraica] e da Hè Kainè Diathéke [A Nova Aliança].

Dentre os mais variados âmbitos da Predileção pelo Saber, Ze´ev Hashalom apresenta-se como um apreciador da Exegese, Hermenêutica, Crítica Textual, Hebraico, Aramaico, Grego, Latim, Semiótica, Filosofia, Teologia, História, Teoria Literária e [d]as demais Disciplinas que estão associadas à Interpretação e Explicação de Textos [principalmente os textos do TaNaKh e da Hè Kainè Diathéke].

Ze´ev Hashalom também é portador de um aposto: ”O Cavaleiro da Subjetividade II” e um lema: ”A Serviço das Manifestações Anti-Estéticas”. Tal aposto e lema o direcionam no Universo das Produções Literárias, bem como em seu Projeto Existencial.

Ze´ev Hashalom tem procurado difundir na WEB seus textos, os quais ele denomina “tentativas de reflexão”, pois tem a triste consciência de que as editoras seculares, em geral, e as editoras evangélicas, em especial, estão direcionadas essencialmente para o homem-médio, que tem interesse apenas por coisas-médias, no plano do fluxograma das idéias. Assim sendo, ”O Cavaleiro da Subjetividade II” não se ilude com a proposta de se render aos ritmos previsíveis de uma Cartilha Programada para se tornar um escritor popularesco. Não que ele julgue que o homem-médio deva ser descartado no plano de ”marketing” das editoras… Mas homem-médio é homem-médio, e não se pode nivelar tudo com base no homem-médio. Nesse sentido, Ze´ev Hashalom acha hilário o projeto de muitas editoras que insistem na crença de que a Filosofia, a Teologia [ou qualquer outra Ciência Séria] possa[m] estar ao alcance de todos. Quando “O Cavaleiro da Subjetividade II” ouve tal disparate, ele não consegue, de fato, conter os seus “[sor]risos húngaros”.

Ze´ev Hashalom em seu “sistema discursivo”, se é que podemos assim definir o conjunto de suas ”tentativas de reflexão”, não se coaduna com qualquer abordagem que esteja comprometida, até o mais profundo das vísceras, com qualquer que seja a Tradição Humano-Místico-Religiosa, incluindo – imparcialmente – a Tradição do Clero Protestante. É com base em tal Crítica à Tradição do Clero Protestante, que ele julga equivocada essa visão – cômoda, funcional e tão bem recepcionada pelos fiéis protestantes – de que parece ter ocorrido uma “profunda elisão do Cristianismo, desde o Século II d.C. até o Século XVI d.C., solicitando-se, pois, o surgimento de Calvino, Lutero, Zwinglio, Knox e Companhia”.

Ze´ev Hashalom, através de seu Sistema Discursivo, sente-se plenamente livre e apto para Questionar ou [Re]Considerar] qualquer Sistema Discursivo, incluindo o seu, sem apresentar o mínimo escrúpulo para com a Tradição Humano-Místico-Religiosa dos seres humanos, porquanto ela é instauradora de equívocos que operam apenas em favor de um humanitarismo secular que se opõe[m] aos Benditos Preceitos do Eterno, os quais estão presentes, incontestavelmente, no TaNaKh e na Hè Kainè Diathéke. Por isso, pode-se perceber o recurso de que ele se vale ao Revis[it]ar os seus Textos. “O Cavaleiro da Subjetividade II” concebe o “texto definitivo” como um “mal necessário no Plano das Comunicações, pois não se pode retificar ad infinitum um Discurso, tendo em vista a melhor precisão no Plano da Transmissão das Idéias, principalmente quando nos referimos ao Discurso Grafado”.

Algumas pessoas dizem que a linguagem de Ze´ev Hashalom poderia ser menos complicada, pois assim o seu público poderia ser mais amplo. Não se trata, porém, de uma maior amplitude em termos de público-alvo que Ze´ev Hashalom esteja a almejar. Trata-se tão somente de uma Reflexão Crítica – mais sutil e des-conectada do tom de exortação característico do evangeliquês padronizado em clichês – que “o Cavaleiro da Subjetividade II” esteja a disseminar, ainda que de um modo limitado. Outras pessoas o acusam de “metido a restaurador da igreja”. Mas como Ze´ev Hashalom pode ser “restaurador da igreja”, se em seu sistema discursivo “as soluções não têm um local definitivo, ou até mesmo nem podem existir em alguns casos, haja vista que no fluxo inevitável dos labirintos controversos do éthos cosmo-lógico qualquer solução está fadada ao equívoco”, assim nos diz Ze´ev Hashalom.

“O Cavaleiro da subjetividade II” não pretende, em hipótese alguma, ser um representante daqueles que ele categoriza como sendo “os terminais messiânicos”, como se o Eterno estivesse limitado aos esforços humanos no plano das Performances sócio-místico-evangelicais para resgatar o Mundo. Pelo contrário, sua proposta como Livre-Pensador é simplesmente compartilhar com seus leitores, atuais e potenciais, os seus “insights” a partir de outros ângulos que não estejam comprometidos com as velhas cartas marcadas de qualquer que seja a Tradição Humano-Místico-Religiosa dos seres humanos mortais, incluindo a “idioscopia” unilateral do Protestantismo Germano-Franco-Anglo-Saxônico [-Brasileiro também]. “O Cavaleiro da Subjetividade II” insiste na Concepção da Teo-Logia como sendo de Essência Trans-Étnica. Nada de Subserviência[s] Gnosio-Ideo-Teo-lógica[s]…

O Sistema Discursivo de Ze´ev Hashalom vale-se de muitos neologismos para expressar determinadas tendências ou conceituações que estão presentes em nosso Zeitgeist, tais como: “hiper-estesia” [estado de “sensibilização” ou “estesiação” exarcebado para "justificar" as mais diversas facetas do "modus vivendi" da existência humana, sobretudo na contemporaneidade], “di´éthica” [contração de "dià" mais "éthica", preposição e substantivo gregos para significar "através da ética"], “te[le]ológico” (significação bi-partida: “teológico” e/ou “teleológico”) etc.  A hifenização, muitas vezes, está presente, contrariando a Norma Culta da Língua Portuguesa em prol de uma nova re-significação ou re-forço de conceitos. Além do [ab]uso do re-curso do[s] colchete[s], conforme se constata em suas Criações Literárias..

Ze´ev Hashalom julga inadequado aderir obstinadamente a qualquer Sistema Ideo-Teo-lógico. Para “o Cavaleiro da Subjetividade II”, o arminiano extremado é primo-irmão do calvinista inveterado, pois ambos estão sedimentados na mesma Dimensão de Percepção dos Fenômenos: a limitadíssima Uni-Lateralidade. No Sistema Discursivo de Ze´ev Hashalom, a necessidade de adesão a um desses dois Sistemas Ideo-Teo-Lógicos [ou a demais outros sistemas que sejam antagônicos] para consideração dos Objetos implica “restrição des-necessária” no processo de uma autêntica Inquirição dos Objetos que estão presentes na Realidade, tanto da Realidade Sensível, quanto da Realidade Inteligível.

Para se inteirar do Sistema Discursivo de Ze´ev Hashalom é necessário, pois, a Pré-Disposição para se [re]considerar os Objetos Gnosio-Teo-Lógicos a partir de uma Análise Espectral que esteja situada numa dimensão favorável ao Paradoxo, à Des-Construção, à [Des]Continuidade, ao Desafio do[s] [Anti]Dogma[s] e ao Processo Incessante de Questionamento dos Clichês e Lugares-Comuns.

Para se inteirar das “tentativas de reflexão” de Ze´ev Hashalom, basta apenas solicitar-lhe a adesão para ser um Ze´ev´s Receiver [Receptor de Ze´ev] através do e-mail de tão controversa Verve Gnosio-Teo-Lógica que é zeevhashalom@gmail.com

Ze´ev Hashalom, “O Cavaleiro da Subjetividade II” está por aí como um representante da Tentativa de Reflexão Anti-Sistematizada não para Solucionar, nem para propor Métodos, Sistemas ou Aconselhar. For  him Exhortation[s]  must   be   in  probability  way[s]  too, in fact… Seu Objetivo como free-thinker é ampliar o espaço para os [in]satisfeitos que se [re]voltam contra o Anti-Dogma Legal[ista] que se apresenta equivocadamente como o Dogma Essencial do Cristianismo através dos Séculos.

[Re]Partam entre si as migalhas de suas  “tentativas de reflexão” como se estivesse[m] [in]dispostos a [re]considerar o equívoco da Pré-Potência de qualquer Sistema que ousa[r] provar ou des-acatar a Veracidade do Cristianismo segundo qualquer Criteriologia Humana. O Cristianismo não depende da nossa Fidelidade porque a nossa Fidelidade não existe. “Somos todos in-fiéis ao Redentor do Mundo, do ponto de vista da Finitude dos Mortais Humanos. Através do Paradoxo da Graça, Amor, Misericórdia e Fidelidade do Eterno – que é Bendito para Sempre – só podemos ser Fiéis, pois não podemos ser categorizados de outra forma, pois Paradoxo é Paradoxo, e a Graça, o Amor, a Misericórdia e a Fidelidade do Eterno só podem ser concebidas por nós, cristãos-mortais-banais, de um modo paradoxal… Paradoxo e Modo Paradoxal da Concepção do Paradoxo nos incitam ao brinde inefável de nossa gratidão ao Eterno por tão Fenomenal Salvador e Redentor que Ele enviou ao Mundo”. Com tal [Re]Consideração Intro-venosa, proferida pontualmente pela Verve Inquietante desse Livre-Pensador A-Pátrida, finalizo a minha Sinopse sobre “Ze´ev Hashalom, o Cavaleiro da Subjetividade II”, aquele que está “a Serviço das Manifestações Anti-Estéticas”, custe o que custar.

Vá em frente, nobre “Cavaleiro da Subjetividade II”.  Ouse cada vez mais, ainda que você não [re]pouse…

Sieger Pavlas Heiligen, um apreciador das [Tentativas de] Reflexões de  Ze´ev  Hashalom, o Cavaleiro da Subjetividade II.

Stuttgart, Alemanha, 2008.

Publicado em: às julho 12, 2009 em 7:31 pm  Deixe um comentário  

As Epístolas de João e o Projeto de Ze´ev Hashalom

Shalom-Eirene-Pax, Great Ze´ev Hashalom´s Receiver !!!

Aqui estou eu mais uma vez para compartilhar com você um Projeto que tenho desenvolvido. Trata-se de uma Tradução das três Epístolas de João de minha Autoria, que também terá minhas Tentativas de Reflexão para a sua [In]Felicidade.

Evidentemente, a Perspectiva das minhas Tentativas de Reflexão que tenho adotado está puxando o filé de picanha para o meu braseiro, pois tenho tentado inserir nelas os insights de uma Abordagem Teológica em interconexão com algumas [Im]Pertinências Filosóficas, sem o mínimo de preocupação para com os F-22 Raptor[s] da Tradição Anglo-Saxônica  Evangélica, a qual tem imposto os seus Paradigmas de Reverência a um Pragmatismo que desconsidera outras Opções de Enfoque.

A Parênese [ou Exortação] eu deixo por conta do Inquestionável João, pois quem sou eu para exortar alguém? Basta-me dizer que em determinados contextos de suas Epístolas João está a exortar. Para que me valer de sua Parênese para eu criar um discurso em tom de Exortador? Com efeito, não me agrada essa Tendência, tão comum entre nós evangélicos, de tudo resolver e de tudo aconselhar ou solucionar através de Receituários que insistimos [em] dizer que procedem das Sagradas Escrituras.

A título de Aviso aos Navegantes, sinto-me compelido a dizer que a Repetição no meu Plano Discursivo [com o intuito de reforçar Conceitos associados aos Inteligíveis Divinos] está presente em minhas Tentativas de Reflexão, porquanto a Índole Semítica [especialmente a Judaica, que merece um enfoque especial em meu Projeto, haja vista que não podemos descartar a Judaicidade de Jesus e de seus apóstolos] não tem problema algum com a Insistente Reverência aos Objetos associados à Esfera Divina. O Reforço de Conceitos Essenciais se faz necessário mediante a Repetição, e Isso também é Essencial.

Também estará presente em minha Opera, como um reconhecimento de minha [De]Limitação no Âmbito Gnosiológico, as Aporias. Por que não? Sem elas, sinto-me como se estivesse a crer na Crença Ingênua [olha aqui um pequeno tributo à Índole Judaica] de que podemos ter à nossa Disposição a Solução mais que desejável e inveterada de todos os Insolúveis na Inquirição Exegético-Hermenêutica. Santa Ingenuidade, Schleiermacher!!!  Sorry…

Já traduzi e tenho feito as minhas Tentativas de Reflexão até 1 Jo. 3:1. Atravessei, portanto, a mediatriz da totalidade da Fenomenal Primeira Epístola do apóstolo João, a quem o nosso Redentor amava. São 37 páginas que o Cavaleiro da Subjetividade II tem conseguido fazer até o presente momento. Não está sendo fácil, mas vale[u] a pena aceitar o desafio que meu Idealismo tem sugerido ao meu conturbado ser, que se mostra cada vez mais perplexo diante dessa Tendência “cordeiresca” de [se] aceitar candidamente os Receituários provenientes de uma Idioscopia que não consegue se libertar das amarras do Pragmatismo Anglo-Saxônico. E o pior é que tal Idioscopia rotula de “legalista” todo aquele que procura adotar outros Focos, os quais não se coadunam com essa Insensatez de acreditar em Comentários Práticos.

Basta-me a Regozijo de constatar a Obviedade Fantástica de que a Revelação do Eterno é – para a nossa Alegria e Segurança – essencialmente a Revelação do Eterno; os Receituários Místico-Religiosos – quaisquer que sejam eles, para a nossa Tristeza e Insegurança – são inquestionavelmente os Receituários Místicos –Religiosos.

Um forte abraço, inestimável  Ze´ev´s  Receiver.

Ze´ev Hashalom, Pacis Lvpvs.

Publicado em: às novembro 6, 2008 em 4:56 am  Deixe um comentário  

A Sacralização dos Eventos Sociais e o Coração

Longe  de  mim estejam  os referenciais   da   tentativa  de  Sacralização  de Qualquer Evento Social… Natal, Ano novo, Formaturas, Ordenação de pastor, Casamento, Velório, Páscoa, Dia da Educação Teológica, Dia da Bíblia, Aniversários de Pessoas, Ministérios, Igrejas, Cidades, Corais ou Casamentos, Dia de Missões, Dia da Oração, Dia das Mães, Dia dos Pais, Dia das Crianças, Dia da Mulher, Bodas de Papel, Cristal, Diamante, Ouro, Prata ou Platina, Dia do Índio, Dia da República, Dia do Pastor etc. devem estar circunscritos, plena e essencialmente, na dimensão sempre discutível dos inter-relacionamentos sociais… Como é triste ter de constatar que Deus passa a ser invocado em Eventos que jamais poderiam ser dignos da invocação de tão Grandioso e Precioso Nome… É obvio que não estou me referindo ao Carnaval, Micareta, Mardi Gras, Festival à Rainha de Maio, Iemanjá, Maria mãe de deus, Queropita, senhora de Lourdes etc., porquanto todos esses eventos, de caráter social-místico-religioso, já se apresentam descaradamente adversos à Revelação. Refiro-me aos Eventos Sutis e Sub-reptícios que têm infestado o meio evangélico, os quais não precisam, em hipótese alguma, serem instituídos e aceitos em nome de uma práksis cristã como se eles tivessem indubitavelmente o aval de Deus. Podem me categorizar de fanático, radical, intolerante, impetulante, metido a dono da verdade, pedante, [in]significante ou qualquer outro adjetivo congênere devido a meu protesto, pois cansa-me ter de suportar o fardo do Senso Comum no domínio místico-religioso operando em nome de um processo de prioridades equivocadas. Só não me venham com aquele velho e previsível subterfúgio de que Deus está interessado, acima de tudo, nos corações humanos… Mas tudo bem se Deus é invocado também como Cardiologista para ter de aturar a Questionabilidade de nossas Convenções Sociais, eis aqui o meu coração, que já está a ponto de enfartar em função de tantos disparates cometidos em nome da Sacralização dos Eventos Sociais. Por que não posso suplicar a Deus para que Ele seja também meu Cardiologista?

Publicado em: às dezembro 26, 2007 em 1:47 am  Deixe um comentário  

Consideração sobre os Dois Objetos

Tentaremos agora, num contexto conturbado pela pressão do discurso assistencialista dos movimentos para inclusão dos marginalizados, contrastar dois objetos dignos de crédito para todos aqueles que estão interessados em diferenciar o essencial do acidental, o transitório do eterno, o lógico do trans-lógico. Tal contraste faz-se necessário, porquanto o universo em que estamos inseridos, ancorado no referencial quantitativo até o mais profundo de suas vértebras, não pondera razoavelmente o referencial essencial, de índole essencialmente qualitativa, que perpassa toda estrutura do Real, posto que os instrumentais de análise entre os humanos, também de índole quantitativa, favorecem uma abordagem que poderia ser considerada equivocada, a fim de que não se possa ser categorizada como pessimista, na melhor das hipóteses. Se estamos inseridos no Mundo, e a Bendita Palavra de HaShem nos diz que este Mundo jaz no maligno, nada seria mais razoável e lógico do que a nossa constatação de que todos os instrumentais teológicos, em termos de critérios, só possam colaborar para a certeza do enunciado do Nosso Senhor Jesus Cristo acerca de tal estatuto ontológico de nosso estranho Mundo. Assim sendo, desde já fazemos questão de frisar que o quantitativo predominante em nossas esferas existenciais há de sucumbir perante o qualitativo em nossa comparação, porquanto nossos dois objetos inevitavelmente situam-se no cenário que pressupõe o triunfo do Objeto Superior em detrimento do Objeto Inferior, em termos de Estatuto Onto-Teo-Lógico.

A Mídia, tanto a secular quanto a evangélica, situa-se e mobiliza-se em terreno movediço, o qual depende de uma determinada fermentação no plano da agonia, em seu sentido plenamente etimológico, haja vista que o elemento fundamental para despertar o interesse das massas é simbólico-funcional no plano das sublimações da morte, em seus mais diversos níveis. Trata-se daquele velho provérbio funcional, tão aclamado pelos idealizadores dos programas de entretenimento ou informação: quanto pior, mais fácil  será a difusão e assimilação do conteúdo do programa. Uma espécie de nivelação por baixo, tendo em vista o triunfo do maligno, se adotarmos uma perspectiva genuinamente cristã. Nosso Objeto Superior, se pudermos assim dizer, opõe-se implacavelmente a esse triunfo cosmológico, uma vez que ele tem como garantia e penhor as palavras benditas dAquele que é o Príncipe da Paz e o Redentor do Mundo.

Confundir as Essências dos Objetos é inerente ao ser humano, ainda que a sua Finitude insista em lhe provar, muitas vezes, que se trata, em alguns casos, de entrar num Labirinto de Equívocos sem saída que tem totalmente fechada, depois de certo tempo, a porta de entrada…  

O primeiro objeto, que podemos categorizar como Objeto Inferior encontra o seu fundamento na igreja instituição, evidentemente cheia de falhas e imperfeições, pois onde há seres humanos há certamente manifestações que consubstanciam as humanidades, o que tautologicamente confirma as falhas e imperfeições humanas inevitáveis, porquanto o pecado está enraizado em todas as esferas de atua[liza]ção humana. Tal Objeto Inferior, apesar de tudo, pode ser receptáculo do reflexo do Objeto Superior. Não nos esqueçamos de a igreja instituição de Corinto, conforme podemos constatar em 1 Co 5.1-5, mereceu uma severa exortação da parte do apóstolo Paulo devido ao grave pecado de incesto praticado por uma  pessoa que era membro da igreja instituição, com certeza, mas que, a nosso ver, também pertencia genuinamente a Cristo, posto que a severa disciplina do Eterno fora solicitada pelo apóstolo Paulo, afim de que o espírito de tal pessoa fosse salvo no dia de HaShem. A questão é complexa.

O que nos parece razoável categorizar como Objeto Superior é a Igreja de Cristo, sendo e estando totalmente desvinculado das falhas e imperfeições humanas que se manifestam na igreja instituição. Por ser Objeto Superior, evidentemente alicerçado em Estatutos Onto-Teo-Lógicos para tal parecer doxológico, só pode ser digno de admiração, elogio e atua[liza]ção triunfal, ainda que o Objeto Inferior, a igreja instituição, apresente índices que cada vez mais desagradem e entristeçam o coração do Eterno. O mundo, ao criticar a igreja instituição, nem desconfia da existência da Igreja de Cristo, que não tem vínculo algum com qualquer instituição humana, incluindo as igrejas.

Em termos de advertência, a Palavra de HaShem é bem clara e específica sobre os problemas que poderiam estar presentes nas comunidades em que os cristãos se reunissem. Os falsos mestres, os falsos discípulos, os falsos ministérios, as heresias, as apostasias etc essencializam o universo onto-lógico do Joio entre os cristãos. O Trigo, símbolo do cristão genuíno, e o Joio, símbolo do pseudo-cristão, co-existem na igreja instituição. O cristão genuíno, pertencendo qualitativa e quantitativamente ao Objeto Superior, a Igreja de Cristo, está inserido na igreja instituição; o pseudo-cristão, pertencendo apenas qualitativa e quantitativamente ao Objeto Inferior, a igreja instituição. Segundo os desígnios do Eterno, ambos devem co-existir somente no domínio do Objeto Inferior, a igreja instituição. Uma vez que é somente HaShem quem sonda plenamente os corações, não existem padrões entre nós cristãos para saber[mos] quem é  o Trigo e quem é o Joio. A co-existência do Trigo e do Joio na igreja instituição, o Objeto Inferior, pode nos parecer parodoxal, mas é necessária e nos serve de alerta para criticarmos, com amor e moderação, a igreja instituição, uma vez que nela também se encontra o Trigo, o índice simbólico de todo aquele genuíno discípulo do Senhor Jesus. Trata-se de dois reinos, distintos plena e essencialmente apenas por HaShem. Segundo Jesus Cristo, é inevitável a ocorrência de escândalos, inclusive na igreja instituição, o Objeto Inferior. O Juízo Divino sobre tais escândalos, em equivalência plena, também é inevitável. A Igreja de Cristo, o Objeto Superior, porém, é Inabalável, Gloriosa, Vencedora, Pacífica, Bondosa, Divina, Longânima e qualquer outro adjetivo portador de atributos apreciados por HaShem. Para cada adjetivo depreciativo para denegrir e condenar a igreja instituição, proveniente do mundo, imaginemos o seu antônimo para apreciar a Igreja de Cristo, o Objeto Superior, haja vista que não confundimos o Objeto Inferior com o Objeto Superior. 

Cremos que não seja inadequado ou impróprio nos valer da categoria Objeto Inferior para nos referir à igreja instituição, porquanto o contraste com a Igreja de Cristo, definida teo-logicamente como a Igreja Universal e Invisível que triunfa neste contraditório Mundo, basta-nos para categorizá-la como Objeto Superior. Se não há problema algum em aceitarmos a superioridade da Igreja de Cristo, por que então relutarmos em aceitar a inferioridade da igreja instituição? Cremos ser desnecessário recorrermos à Lógica para provar a consistência de tal categorização. O que nos parece um contra-senso é defendermos a igreja instituição, o Objeto Inferior, como se ela fosse a Igreja de Cristo, o Objeto Superior. Cada um desses dois Objetos deve estar circunscrito à sua Definição ou Conceito Onto-Lógico. Não nos parece razoável a confusão, em termos epistemológicos, no processo da apreciação de Objetos tão distintos.

Eis que subitamente vêm ao nosso encontro aquelas intrigantes questões que nos perturbam a alma, cujos fundamentos consistem em tentar conciliar os termos irreconciliáveis ou antagônicos. Tais questões têm a ver com o desprazer em relação à igreja instituição, percepcionada e vivenciada por muitas pessoas em nosso meio evangélico e seriamente criticada pelo Mundo cruel e contraditório. Eis algumas dessas questões, tão simples e tão complexas, ao mesmo tempo: É possível ser um cristão genuíno sem estar inserido em uma igreja instituição, posto que cada vez mais os escândalos se manifestam? Por que me envolver em atividades na igreja instituição, se cada vez mais a apostasia está presente nela? Se a igreja instituição propaga a Mensagem do Evangelho, por que cada vez mais ela parece estar tão distante da práksis genuína do Evangelho? Etc. A nossa resposta, cremos que também tão simples e tão complexa, só pode ser esta: Por amor à Igreja de Cristo, o Objeto Superior, devemos estar inseridos e comprometidos com a igreja instituição, o Objeto Inferior. O anti-exemplo de Judas Iscariótes, sendo Joio entre os apóstolos de Jesus Cristo, nos serve de exemplo para não condenar ou denegrir a igreja instituição, que tem em seu rol de membros o Trigo e o Joio. Assim como seria insensato condenarmos a noção de Apostolado ou Corpo Apostólico devido ao anti-exemplo de Judas Iscariótes, do mesmo modo seria insensato condenarmos a igreja instituição devido aos seus anti-exemplos que podemos constatar imparcialmente. A “fidelidade” dos onze apóstolos de Jesus Cristo, em termos paradoxais para o nosso entendimento, justifica e autoriza a essência do Apostolado ou Corpo Apostólico criado por Jesus Cristo, sem tentarmos justificar – evidentemente – a atual profusão dos apóstolos contemporâneos. Por Analogia mais que Necessária, a “fidelidade” do Trigo, que está inserida na igreja instituição, desempenha o seu papel de Refletor da Igreja de Cristo, o Objeto Superior. Os anti-exemplos da igreja instituição, o Objeto Inferior, em hipótese alguma, afetam ou denigrem a essência da Igreja de Cristo, o Objeto Superior. Os anti-exemplos da igreja instituição co-existem com os exemplos de Conversão, Perdão, Regeneração, todos misericordiosamente  propiciados por Aquele que converte, perdoa e regenera no campo de atuação onde estão inseridos, conjuntamente, o Trigo e o Joio, que é a mesma igreja instituição, para que a Igreja de Cristo prossiga rumo ao seu alvo: a Salvação de Almas e a Glorificação do Precioso Nome: Jesus Cristo. As noções de Trigo e de Joio nos anima e nos incita a considerarmos a igreja instituição de um modo mais brando e razoável justamente porque é somente HaShem quem sabe verdadeiramente diferenciar essas duas essências, que apenas em aparências são tão iguais. E como somos propensos a valorizar inadequadamente as aparências, em nossa apreciação cometemos o equívoco de condenar e/ou denegrir, ao invés de ponderar com amor, os anti-exemplos da igreja instituição, o Objeto Inferior.

Apesar de todo esforço midiático para denegrir e condenar a igreja instituição, o Objeto Inferior, como se ela devesse corresponder plenamente à Igreja de Cristo, o Objeto Superior, julgamos que ela seja a melhor instituição – além da família, célula mater da sociedade – para estabelecermos vínculos genuinamente cristãos, porquanto nela a Palavra de HaShem é valorizada e reverenciada, apesar da constatação de muitos  anti-exemplos contidos nela.   

 Ignora o Mundo que o Reflexo não implica necessariamente a Correspondência Plena, nem tão pouco a Igualdade Plena. Seria Insensatez [Plena] julgar que o Objeto Superior corresponda ou equivalha plenamente ao Objeto Inferior, justamente porque o Estatuto Onto-Lógico deste é essencialmente Inferior ao Estatuto Onto-Teo-Lógico daquele.

Bendito seja HaShem, que por  sua Misericórdia, Amor e Graça atuou, atua e sempre há de atuar, enquanto durar este Mundo, através [também] da igreja instituição, o Objeto Inferior. O Reflexo da Igreja de Cristo, o Objeto Superior, na igreja instituição, o Objeto Inferior, ainda que possa ser considerado extremamente mínimo, é tudo o que basta para o Trigo comprometido e inserido na igreja instituição, o qual jamais se abala, porquanto a Certeza do Triunfo de Jesus Cristo, o Cabeça e Fundamento de tão Fenomenal Objeto Superior, é-lhe mais que uma Realidade, é um Motivo de Existência… 

Publicado em: às novembro 21, 2007 em 1:05 pm  Deixe um comentário  

Impossível “Mix”

Contrariando este período caótico em que vivemos, julgamos ser mais interessante aquele contexto tido como arcaico, o qual tinha a seguinte regra básica para se estabelecer uma base mais sólida nos inter-relacionamentos: Sexo é o preço que as mulheres pagam para o Casamento, e o Casamento é o preço que os homens pagam para o sexo. (Anônimo, talvez do Século XVI d.C.). 

    As prostitutas sempre existiram como prostitutas, mas o que os homens atuais pretendem, como uma espécie de obsessão insólita, é um mix de parceira amorosa e prostituta vigorosa. Prostituta vigorosa e parceira amorosa jamais podem co-existir, porquanto a esfera predominante de interesse e atuação de uma é intermediada exclusivamente pelo aspecto financeiro, a da outra, em contrapartida, é intermediada pelo interesse e ação para construir uma relação sedimentada em construtos sociais legais e estáveis. Os antigos dissociavam os objetos que, por natureza, deviam ser dissociados. O homem contemporâneo, como um tolo inveterado, suplica às mulheres esse mix. Ele se estraçalha por completo porque não consegue se relacionar simultaneamente com a prostituta vigorosa e a parceira amorosa. Não sabemos de relato algum sobre um relacionamento bi-lateral, exclusivo e ideal entre um homem e uma prostituta vigorosa. Ser prostituta vigorosa é não ser só de um homem, prezado homem contemporâneo, porquanto um ideal cósmico lhe é pertinente em sua acepção mais plena, porquanto mais direcionado ao seu ser estar no mundo. Mas o homem contemporâneo insiste, como um adicto de ópio que crê na realidade de suas visões, em fundir a parceira amorosa com a prostituta vigorosa. Depois fica se fazendo de vítima. E ainda ousa criticar o sistema de liberdade em que viviam os seus tataravôs… É ridículo, infantil e trágico ao mesmo tempo. Sim, é isso mesmo. O ridículo, o infantil e o trágico podem perfeitamente lhe servir de combustível para a ignição de um equívoco no plano do diagnóstico dos construtos sociais… 

   Viva a Dicotomia Simbólica entre os arcaicos, que considerava Tolo todo aquele  que tentava associar o que, por natureza, devia ser dissociado !!!

Publicado em: às setembro 5, 2007 em 12:32 pm  Deixe um comentário  

Sobre o Louvor e Adoração

Louvor e adoração agora parecem caracterizar o centro nevrálgico da liturgia evangélica contemporânea. Não se trata, na esfera místico-religiosa, da transposição do clamor da turba implicado no adágio panes et circenses? Se o Senso Comum solicita louvor e adoração, por que seria sensato contradizer-lhe? Segundo a opinião do povo, o pão e o circo representavam a generosidade do império romano. Do mesmo modo, parece ser generoso acreditar que tal modus operandi de louvor e adoração essencialize o processo litúrgico contemporâneo. Há, porém, um dado fundamental a ser questionado: por que o louvor e a adoração precisam ser considerados urgentemente objetos específicos de determinados ministérios? Por que não considerar a participação de todos no culto como sendo um fenômeno de louvor e adoração? Por que somente a música e canto outorgam para si o estatuto de louvor e adoração ? Não seria mais sensato admitir que a música e canto tenham o seu momento no processo litúrgico-cultual? Ou melhor dizendo: também os músicos e os cantores têm a sua participação no processo litúrgico-cultual. Todos os cristãos são adoradores de Deus, mas nem todos os cristãos são cantores ou músicos, isto é, nem todos estão envolvidos com a música e/ou canto no processo litúrgico-cultual ou ministerial. Há, na verdade, um exclusivismo dos músicos e cantores evangélicos, os quais discretamente reivindicam para si o atributo de adoradores, ignorando uma realidade meta-física essencial: todos aqueles que crêem verdadeiramente em Cristo são adoradores de Deus, quer sejam músicos, cantores, não-músicos ou não-cantores.

Publicado em: às setembro 2, 2007 em 3:09 am  Deixe um comentário  

O Fundamento do Juízo Divino

Partindo do dado inquestionável de que julgamos injustamente as pessoas e somos julgados [também injustamente] por elas, tentemos imaginar como será fenomenal e extraordinário o impressionante Julgamento de D-us no preci[o]so contexto te[le]ológico.
   D-us, justamente por ser D-us, não se vale dos nossos critérios equivocados e impiedosos com roupagem de práksis cristã. Somente D-us é justo, imparcial, misericordioso, gracioso, fiel, amoroso e longânimo. Nós, seres humanos, devido aos retalhos do pecado, somos in-justos, parciais, implacáveis, in-fiéis, rancorosos e impacientes. Quem dentre nós ousaria não anelar comparecer perante o Tribunal de Cristo, haja vista que constatamos uma série de disparates entre nós, partindo de uma pretensa análise imparcial dos históricos existenciais que se apresentam ante os nossos olhos cansados e fadados à miopia, hipermetropia ou suas complexas variantes?
    O Tribunal de Cristo – para os cristãos – e o Juízo do Trono Branco – para os não-cristãos – consubstanciam o grau máximo da Justiça operando segundo os ritmos da pulsação do coração de D-us. Um coração ancorado no Amor in-Condicional que contraria todos os princípios de uma agenda orgânico-funcional difundida, também e infelizmente, entre nós cristãos. Amor in-Condicional que, em hipótese alguma, pode se adequar ao estereótipo esforço-recompensa do santuário da Sociedade de Consumo… Por que somos propensos, em diversos contextos, a desconsiderar a possibilidade de tal Juízo Divino estar alicerçado no Amor in-Condicional ? Talvez não seja porque nós só conhecemos e praticamos o nosso amor condicional, crendo – inútil e tolamente – que a criatura serve de modelo para o Criador?…

Publicado em: às setembro 2, 2007 em 2:34 am  Deixe um comentário  

Era Paulo Influenciado pelo Gnosticismo?

Acreditar que o apóstolo Paulo seja influenciado pelo pensamento helênico, do ponto de vista ideológico, e pelo pensamento judaico-farisaico, do ponto de vista religioso, parece-me estar alicerçado numa pré-concepção de índole liberal que privilegia – sob um determinado aspecto – o determinismo naturalista. Ou seja, Paulo não poderia deixar de ser influenciado pelo Zeitgeist em que estava inserido.

   O credo liberal prossegue: na medida em que todos os setores da existência humana trazem como um traço distintivo as influencias determinantes do contexto social, conscientes ou inconscientes, sobre a singularidade existencial  de um indivíduo, por que não aceitarmos como sendo razoável a opinião de que Paulo apresente em seus ensinamentos algo no âmbito gnosio-lógico que seja o resíduo do gnosticismo grego?  Se acreditarmos que os dados do Sitz im Leben – fornecidos pela Historiografia – em que Paulo produziu seus ensinamentos correspondem à Realidade, a resposta parece simples. Se, porém, questionarmos os critérios adotados pela Metodologia Crítico-Historiográfica, a resposta merece, no mínimo, uma suspensão céptica, porquanto é extremamente questionável a suposta neutralidade da objetividade científica em qualquer domínio do saber.

   Parece-me ser mais razoável reconhecer que a GNWSIS grega, através de suas  duas vertentes: a mística e a racional, não encontra em Paulo um espaço de atuação, porquanto está associada a uma concepção de que a SWTHRIA depende da GNWSIS do mundo divino, que só poderia ser propiciada através da iniciação. Na doutrina de Paulo, Cristo é a GNWSIS TOU QEOU dissociada da GNWSIS TOU KOSMOU. Dissociação esta que, opondo-se à crença de que a iniciação aos mistérios gnósticos seja um meio de salvação, atribui a Cristo – não à GNWSIS – o poder soteriológico. A SWTHRIA a que Paulo se refere encontra somente em Cristo sua razão de Ser. A GNWSIS  dos gnósticos não pode  conferir, segundo Paulo, a graça redentora, pois pressupõe a necessidade de ritos de penitencia como instrumento de disciplina do espírito, ancorando-se fragilmente em uma PISTIS estranha à PISTIS TWI CRISTWI.

  Acreditar que Paulo seja influenciado pelo gnosticismo   grego parece ser a conseqüência lógica da crença liberal, que atribui, de um certo modo, à Metodologia Crítico-Historiográfica um estatuto de validade  inquestionável, o qual propicia, segundo as inclinações idiossincrásicas do sujeito cognoscente, conclusões, crenças, teses, hipóteses ou opiniões que, na melhor das hipóteses, talvez se aproximem da Realidade. Conclusões, crenças, teses, hipóteses ou opiniões devem – historiográfica e criticamente também – corresponder às suas próprias definições. Caso contrário, corre[re]mos o risco de ter a Metodologia Crítico-Historiográfica como um objeto de fé. Nesse sentido, seu cânone de instrumento dogmático para tentativa de controle das Sagradas Escrituras será pelo menos indiferente, para não dizer adverso, à idéia de que Paulo rejeita a doutrina gnosticista.

Publicado em: às setembro 1, 2007 em 10:48 pm  Deixe um comentário  

O Propósito da Bi-Polaridade ou a Bi-Polaridade do Propósito?

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Enquanto isso, na sala de aula do curso de Propositologia para crianças de uma renomada igreja da classe média alta, um garotinho esperto chamado Gabriel propôs ao mestre Proposo o seguinte enigma: Propositor, o que é, o que é? Se por para bater no liquidificador o propósito com a propo$ta, o que é que vamos ter?
  Essa eu fico a lhe dever, Gabrielzinho
, Respondeu o mestre.
  Não acredito, propositor !!! O resultado dessa mistura só poderá ser a propó$ita, porque a letra I e o contraste entre o O e o A – com a predominância do A porque ele vem antes do O – fazem toda a diferença… Não é, propositor? Essa foi a extraordinária resposta do aprendiz de propositor.
 Excelente, Gabrielzinho!!! Seu senso de combinação aleatória foi perfeito. Continue sempre assim. O mais importante mesmo, acima de tudo, é saber que Deus tem um propósito em todas as coisas… E assim, se não tivermos um propósito bem definido em nossas vidas, nós estamos pecando, de propósito… Certo, classe ?
 Certo, mestre Proposo…

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  Pois bem, meu prezado leitor… Por que esse desdém inveterado lhe invade a alma? Palavras difíceis e exemplos provenientes da mais pura abstração não aliviam a dor dos entes inseridos no universo pragmático… Alguém já lhe socorreu materialmente, tendo como inspiração algum princípio filantrópico proveniente do Teorema de Pitágoras ou do Conto Metamorfose de Kafka? Por que será que a sua resposta é NÃO? Mas é óbvio que eu lhe fiz esta pergunta de propósito… Tome cuidado… Você pode estar menosprezando um aspecto extremamente essencial no processo pedagógico entre o mestre Proposo e o seu pupilo, o pequeno Gabriel: às vezes, é necessário o mestre se fingir de tolo ou raso, tendo em vista tão somente o progresso de seu discípulo, pois todo mestre anela que seu discípulo prossiga rumo à excelência do saber e da virtude. A Propositologia sempre reconhecerá os méritos do estimado mestre Proposo que, além de ser um expert em Propositologia, deixou registrado na historia dos eventos singulares uma lição de abdicação, tendo como alvo a intersecção entre a propo$ta e o propósito… O pequeno Gabriel, graças ao incentivo do mestre Proposo, certamente será um autêntico discípulo desta nobre Ciência que hoje em dia se apresenta para alavancar os ânimos abatidos daqueles que procuram agregar valor aos empreendimentos eclesiásticos. Logo, logo o pequeno Gabriel será também o propositor Gabriel… No mundo e nas igrejas ele será reconhecido como um homem de garra, empreendedor, batalhador… Talvez até quem saiba uma versão cristianizada do Bill Gates… Por que não? Tudo tem um propósito para aquele que crer assim… O propositor Gabriel poderá transitar como um batráquio, de propósito, tanto no mundo dos Negócios como no mundo das igrejas [este i minúsculo de “igrejas” é de propósito]… A Bi-Polaridade operando a serviço do Reino… Ele terá sempre a seu favor a cartilha dos números e a precisão inabalável dos índices estatísticos, pois no mundo dos Negócios, assim como também no mundo das igrejas, eles implicam autoridade inquestionável… Não nos esqueçamos de que para Taylor e para Ford as desculpas não geravam resultados satisfatóriosO Propósito, meus nobres operários, deve ser a Produção Eficiente, assim eles diziam… E esse dogma era provado e reverenciado infalivelmente através de números e estatísticas… Sem números e estatísticas, nada feito… Ford e Taylor: os arautos da simbiose essencial entre o número e a estatística… Mas voltando ao Gabrielzinho, que será o Gabriel… Há um outro detalhe que devemos ressaltar: como o pequeno Gabriel será incentivado a desenvolver uma índole de batráquio, certamente após tornar-se o propositor Gabriel, ele será apto para impressionar os dois mundos. Em um, a regra predominante, em tese, é ser cristão, transparente e competente; no outro, é ser raposão, dissimulador e competente… A competência do propositor Gabriel propiciar-lhe-á então o passaporte para, em diversas partes do mundo dos dois mundos, disseminar a Propositologia como sendo uma Ciência bi-lateral e amplamente funcional…
  Como já dizia Gustavo Corção, o meu saudoso amigo:
o fazer e o agir atualmente estão colocados no mesmo estanque semântico, consubstanciando assim alguns disparates sociais…
  Eu sei que nada sou, mas mesmo assim ainda ouso fazer este singelo acréscimo:  consubstanciando assim alguns disparates sociais, tanto no mundo dos Negócios como no mundo das igrejas…

Publicado em: às setembro 1, 2007 em 6:59 pm  Deixe um comentário  

Reta Hermética

Estamos situados em uma reta hermética. À nossa esquerda, os interditos [est]éticos das simbologias arcaicas; à nossa direita, as aporias existenciais do Zeitgeist do de-vir. Nossa estrutura onto-lógica, movendo-se para a esquerda, presume-se imponente para questionar de modo imparcial as inadequações arqueológicas do Zeitgeist de outros tempos. Entretanto, constatamos uma espécie de náusea instaurada na consciência hodierna, que no plano implacável das conseqüências sociais corresponde ao des-crédito de tudo aquilo que possa parecer um projeto alicerçado em significações de ordem meta-física. Devido à nossa condição de insatisfeitos, passamos a mover a nossa estrutura ontológica para a direita, acreditando somente na evidência dos valores de ordem física. Agindo assim, intensificamos ainda mais o mal-estar característico das incoerências de um sistema alienante difundido pela sociedade de consumo, o qual depende da crença ingênua no mundo globalizado. Sob um determinado aspecto, nossa condição humana representa justamente a nossa incapacidade de analisar especularmente todas as variáveis instauradas no arcaico, no presente e no de-vir. Somos, vivemos e representamos a crise de um ponto inserido nessa reta. Somos indelevelmente o intervalo da incerteza… Somos as con[tra]dições da Contemporaneidade…

Publicado em: às setembro 1, 2007 em 5:09 pm  Deixe um comentário  
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